Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

Pensamento perdido...

Há já algum tempo que não me deixava inebriar pela doçura da escrita
Talvez o dom da palavra estivesse então em mim perdida
Não sei mas hoje ao erguer-me algo me fez despertar
Tecla por tecla numa era tao mais inbriada de tecnologia
Dei por mim a deslizar os dedos reecontrando uma emoção esquecida
Será os ares do Inverno aconchegante que me tocaram para a nostalgia?

Quem saberá? Eu não o sei é decerto
Ainda ontem na silenciosa manhã dava por mim a tocar nas frias teclas de madeira d meu piano
Abria as velhas partituras de infância sentido a preguiça dos músculos em fazer a música soar
Mas cada nova tecla que carregava a memória regressava e o sorriso vinha liberto
Fechava os olhos e o corpo relembrava cada toque fragil da madeira a tocar na corda... ai leviano!
E em momentos simples como este encontramos um nota de felicidade escondida mas certa por se revelar
Apenas ali aguardand por nós meros mortais de a aconchegar
Apenas ali escutando entre os demais a suavidade do voar

Repouso agora sobre elas, as partituras, com um ar sonhador tentando decifrar cada emoçao de quem as escrevera
Se pensariam como eu em análises, escalas, acordes e cadencias
Se apenas libertavam o seu espirito às experiências
Seremos nós nos dias de hoje a era mais livre na invenção ao mesmo tempo a mais restrista desta era?

Beberico o meu licor talvez numa vã tentativa de libertar-me das restrictas correntas da actual sociedade
Esta que nos diz que dia após dia tudo estará mais dificil
Esta que nós meros cidadãos em grande parte não escolhemos nem traçamos
Mas sonho e sonhos quando impulsonados transformam-se em sobriedade
Por meras palavras lançadas ao vento muitos destinos se traçaram
Por meros pensamentos almas se ergueram
Dificil? Não, o que é dificil é nós nos tornarmos os nossos próprios obstáculos em cada curta vida.

Segunda-feira, 22 de Março de 2010

A chegada da Primavera

Acorda hoje assim o meu espirito
Leve de todos os pecados
Com um tímido sorriso ouso despertar
Hum... Divago enquanto observo o tempo
Do meu leito sou tocada pelos raios de um Sol lento
Este ano tímido em a sua Luz revelar
Tímido mas não ausente pois sinto os seus abraços
E assim decido de vez e conquisto
A energia deste dia especial
Em que Sol e Lua são um só sem igual

Ergo... deleito-me com as gotas de água a escorrer
Sobre o meu inebriado corpo
Purificando substância e alma
Ajudando-me a receber o novo despertar
Já se nota as emoções da Primavera no ar
Os amores receosos de Inverno navegando numa maré calma
Explodem agora num eco rouco
Talvez inspirados no longo percorrer
Da glória das flores desde a sua semente
Ascendendo à felicidade na sua mente

Ah! o raiar de uma nova estação
Acorda em mim sempre uma inebriante sensação
De criança ingénua e tola, porém feliz
Como qualquer pequeno petiz

Observo novamente a imensidão
Vejo chegar as ameaçadpras deusas do trovão
E ainda agora tão alto raiava o abraço
Tão terno que o queria em meu regaço
Mas não! Fugiu mais uma vez
Tal como tudo na vida é uma eterna Primavera
Cada vida cheia dos seus "mas porque?"
Sol e chuva, sorriso e tristeza
Por mais que renegue sou o espelho da Natureza
Seja! Mas chegue depressa o teu suave abraço
Sinto saudades de adormecer no teu regaço.

Mafalda Sanches

Terça-feira, 2 de Março de 2010

Há muito aqui nao visitava
Este lugar agora meio esquecido
Não por falta de inspiração isso é certo
Mais por desalento e falta do concreto
Mas como sempre minha alma nao descansa longe de um teclado perdido
Sejam as fortes teclas suaves de um piano por onde a minha alma viajava
Seja nas suaves teclas de um computador
Onde ainda faço perder a minha fausta dor

Um momento diferente dos demais este meu periodo de vida
O que antes me parecia garantido e seguro
Vejo-a agora assim meio perdida
Agarrando-me à esperança de um mundo ainda muito sisudo

Até há alguns meses atrás minha vida parecia certa e tranquila
Mas no entanto desprovida de paixão
Paixão essa adormecida nas horas que me dedicava ao trabalho
Sem cessar
Sem um segundo respirar
Gelada em certo ponto como no Inverno está ao galho
Em que os flocos caem sobre ele ressequindo qualquer emoção
Assim passava eu dia após dia feliz e infeliz ao mesmo tempo e perdia
Mais um pouco de mim própria
Mais um pouco de vida como a esquecida Troia

Algo inesperado aconteceu então
Conhecera alguém que tal como eu escondia a verdadeira emoção
Que tentava a visão renegar
Que tentava os sentidos abrandar
E essa comunhão do não mostrar
Aprixou as emoções entorpedias
As memórias de um verdadeiro sorriso então esquecidas

Muito tivemos que desistir
Infelismente alguns ferir
Sem intenção isso é certo
Muito controle isso é concreto
Então nossas vidas antigas acabaram
Um renascimento do sentir assim o denominarei
Contudo os humanos em geral não entenderam
Todos os obstáculos ergueram
Mentiras foram lançadas
Ciladas armadas
Mas apesar disso tudo enfrentei

Porque o humano nao pode ver simples felicidade?
Porque existem ainda após tantos anos espíritos tão felizes com as tormentas dos demais?
Não entendo essa simplicidade
De o tormento provocar e mais
Luto constantemente seja para mim ou não
Contra esses espíritos enganadores
Contra esses seres traidores!
Assim jamais
Me deixo em suas teias enlançar
Não! Renego-me a deixar de lutar
Renego-me a deixar uma vez mais morrer
Uma vez mais os sentidos adormecer
Apenas para fazer felizes aqueles em meu redor
Não mais mudarei para não atormentar aqueles que a diferença não entendem
Ou aqueles que o mundo não vêem
No seu explendor

Vagueia a minha mente a tentar a sociedade compreender
Cada pessoa refugiada no seu próprio egoísmo
Encerrada em si mesma não querendo ao mundo pertencer
Mundo sensível e mundo extra sensível
Extra apenas para aqueles que não querem realmente ver
Ver não com os olhos mas com o espírito
Sentir não com as mãos mas com a alma
Lá começo eu a vaguear nas minhas pequenas revoltas
A centrar e a andar às voltas
Apenas desejo espiritos mais livres e iluminados
Apenas menos em si centrados
Vou em busca da luz
Trazer-me a esperança de que os baixos neste momento
Serão vitórias no futuro e assim reluz
O meu espírito irrequieto pelo passar do tempo
Ser tão lento para mim às vezes...

Domingo, 27 de Setembro de 2009

Há muito não escrevia eu assim assim
Palavras soltas tomando forma agora não em papel
Mas sobre a forma de pixéis que vejo nascer defronte de mim
Deixo vaguear talvez de forma errante os dedos
Lançando então ao mundo virtual devaneios
Mas será realmente virtual este mundo onde me deleito?
Não sei porquê não gosto desta palavra
Virtual
Dá ideia do irracional
Em forma de papel, pixel, ou saboreado pelo ouvido de alguém
As palavras que surgem
Os sentimentos que emergem
São tão reais e presentes como todas as realidades
Talvez realidade paralela
Coexistindo em simultaneo em espaço e tempo com a realidade do corpo humano
A energia que se sente e nos liga a nós todos utentes dela
Sentimo-la tão forte como estando todos vós comigo presente
Como pode isto então ser virtual?
É real...Sente-se
Umas vezes alegramo-nos com a palavra doce de alguém mesmo de um desconhecido
Que nos faz sorrir num negro dia
Outras aborrecemo-nos tal qual se nos tivessem agredido fisicamente

Como pode isto ser virtual?
A nova realidade do sentir
Atraves de um ecran que nos separa o corpo
Mas não a partilha de sonhos e ideais
E quem sabe perdendo então a vergonha de sonhar alto
E declamar ao mundo os seus verdadeiramentos sentimentos
Amar, odiar, chorar não interessa
Entrámos na era em que temos os meios para os partilhar
Mostrar que não temos mais medo de sentir
Mostrar que não é preciso fingir
Por isso escrevam, mesmo que critiquem
Escrevam pois a escrita parte do coração de cada um
E é lida pela mente de outros
E a beleza da palavra
É a de cada mente a ver de forma diferente
Soltem-se! Revelem
Espíritos inquietos do gatilho do teclado
Param por agora e assim descansa a alma
Da escrita já há algum tempo repousada

mafalda sanches

Domingo, 9 de Agosto de 2009


Tempo...

Tempo essa medida que não entendo
Umas vezes parece que debaixo dos pés me foges
Outras vezes horas não são mais que um momento
Tic Tac Tic Tac ouço o meu relógio e então corres
Corres sem parar saltando de momento em momento sem rompimento
Tic Tac Tic Tac voas sem eu dar por nada
Corro corro sem parar sobre a áspera calçada
Tic Tac Tic Tac! Paro ansiosa à espera...
Para que corro eu sob o colete de forças do relógio?
Tic Tac Tic Tac sobre o teu rigído compasso todo um mundo se governa
Sobre as tuas varetas se decide o reportório
Ao qual a sociedade dançará
Sem nunca te questionar
Sem nunca parar para pensar...
Tic Tac Tic Tac! Oh alma irrequieta silencia-te um minuto
Tic Tac Tic Tac! Tapo os ouvidos e as minhas mãos não mais serão tuas escravas
Vivo de momento em momento por isso pergunto
Para que todo este mundo lavras?
Tic Tac Tic Tac...

Mafalda Sanches

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009


Deusa Mãe de todos nós

Escuta a minha vóz

Eleva mais uma vez o meu espírito

Toca-me uma vez mais a tua melodia

Deixa-me assim contigo entrar em sintonia

Anda grande Mãe! Não me deixes o coração retido

Solta-te! Lança no vento os teus mermúrios!

Canta! As notas íntrissecas da vida

Eleva-te! Sente o vento, não estejas contida

Ergue-te! Dança ao som dos destinos perdidos

Todos os elementos físicos e tocáveis

Todos os elementos não palpáveis

No limbo do desconhecido

Unam-se para encontrar um sentido

Ar, terra, fogo e mar

Juntos para o quinto elemento

O espírito que tanto nos traz sofrimento

Por nao o entendermos, por nele não navegar

Quando em perfeito equilibrop

Ar, terra, fogo e mar dentro de nós viverem

Quando essa claridade atingirem

Virá o entendimento de tão de nós fugitivo

Mas que iremos então nós entender?

E se tudo compreendermos como poderemos nós viver?

Reina a discussão no meu ser

Quero e não quero tudo saber

Será que o total de todo o conhecimento

Nos trará felicidade ou tormento?

Se tudo soubermos que resta mais para descobrir?

Se tudo soubermos para quê viver e sorrir?

Nada mais aqui nos resta

Mais nada que a nossa mente procure

E entao chega o vazio da solidão

E então perdemos a comunhão

Com o resto da sociedade

Vivendo na infermidade

Mas se de tudo tivessemos a sabedoria

Porque a solidão dos iguais acartaria?

Porque o ser humano rejeita por natureza

Aqueles que vêem outra clareza

Preferes nada saber, nada conhecer

Prefere simplesmente nascer, viver e morrer

E assim cada vida que encarna

E assim cada personagem que interpreta

Nas rodas da inexistencia

Nas engrengens com toda a persistencia

Uma e outra vez completa o ciclo

Descobre algo, aprende e então morre...

Oh humano! Que pouca sorte!

Este teu fado de em cada vida viver esquecido

E raras são aqueles que das lições se lembram

E raras são as mentes que a lucidez mantenham

Por fim a roda gira sem parar

Neste mundo enegrecido!


Mafalda Sanches

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Mágoas da vida

Desde criança
Que recordo várias lembranças
Algumas divertidas
Outras nem tanto assim
Parecia sentir-me sempre no fio da navalha
Uma luta constante pela perfeição
Lágrimas derramadas pela impossibilidade de tal objectivo
Vai a alma num vazio navio
Acusam-me de não amar
Pois minhas afeições não mostro facilmente
Mantenho um constante ar ausente
De alguém que já a mente cá não está
De alguem que abandonou a esperança
Ocupo a cabeça de pensamentos racionais
Tentanto assim nao trazer problemas tais
Ao consciente do meu ser
Agarro-me à corda da vida
Quando no fundo por um segundo gostaria de desfalecer
Soltar-me para o abismo perdida
Acusam-me meus pais de não amar
Pois afecto não me vêem revelar
Rígida, ausente sempre de sorriso presente
Assim fui ensinada a ser na pior desilusão
Enfrentar o mundo como se nada houvera acontecido
Como se fosse apenas um mero robô assim de alma desprovido
Exigem-me agora que mostre o que naturalmente já o sou para todas as almas bondosas
Que me sorriem docemente nesta vida
Mas essas almas nunca me exigiram que outra coisa eu vivesse
Que outra forma de sentir mostrasse
Podia ser eu própria sem amarras nem esperas de perfeição
Podia ser simplesmente eu
Podia viver num mundo só meu...