Terça-feira, 2 de Março de 2010

Há muito aqui nao visitava
Este lugar agora meio esquecido
Não por falta de inspiração isso é certo
Mais por desalento e falta do concreto
Mas como sempre minha alma nao descansa longe de um teclado perdido
Sejam as fortes teclas suaves de um piano por onde a minha alma viajava
Seja nas suaves teclas de um computador
Onde ainda faço perder a minha fausta dor

Um momento diferente dos demais este meu periodo de vida
O que antes me parecia garantido e seguro
Vejo-a agora assim meio perdida
Agarrando-me à esperança de um mundo ainda muito sisudo

Até há alguns meses atrás minha vida parecia certa e tranquila
Mas no entanto desprovida de paixão
Paixão essa adormecida nas horas que me dedicava ao trabalho
Sem cessar
Sem um segundo respirar
Gelada em certo ponto como no Inverno está ao galho
Em que os flocos caem sobre ele ressequindo qualquer emoção
Assim passava eu dia após dia feliz e infeliz ao mesmo tempo e perdia
Mais um pouco de mim própria
Mais um pouco de vida como a esquecida Troia

Algo inesperado aconteceu então
Conhecera alguém que tal como eu escondia a verdadeira emoção
Que tentava a visão renegar
Que tentava os sentidos abrandar
E essa comunhão do não mostrar
Aprixou as emoções entorpedias
As memórias de um verdadeiro sorriso então esquecidas

Muito tivemos que desistir
Infelismente alguns ferir
Sem intenção isso é certo
Muito controle isso é concreto
Então nossas vidas antigas acabaram
Um renascimento do sentir assim o denominarei
Contudo os humanos em geral não entenderam
Todos os obstáculos ergueram
Mentiras foram lançadas
Ciladas armadas
Mas apesar disso tudo enfrentei

Porque o humano nao pode ver simples felicidade?
Porque existem ainda após tantos anos espíritos tão felizes com as tormentas dos demais?
Não entendo essa simplicidade
De o tormento provocar e mais
Luto constantemente seja para mim ou não
Contra esses espíritos enganadores
Contra esses seres traidores!
Assim jamais
Me deixo em suas teias enlançar
Não! Renego-me a deixar de lutar
Renego-me a deixar uma vez mais morrer
Uma vez mais os sentidos adormecer
Apenas para fazer felizes aqueles em meu redor
Não mais mudarei para não atormentar aqueles que a diferença não entendem
Ou aqueles que o mundo não vêem
No seu explendor

Vagueia a minha mente a tentar a sociedade compreender
Cada pessoa refugiada no seu próprio egoísmo
Encerrada em si mesma não querendo ao mundo pertencer
Mundo sensível e mundo extra sensível
Extra apenas para aqueles que não querem realmente ver
Ver não com os olhos mas com o espírito
Sentir não com as mãos mas com a alma
Lá começo eu a vaguear nas minhas pequenas revoltas
A centrar e a andar às voltas
Apenas desejo espiritos mais livres e iluminados
Apenas menos em si centrados
Vou em busca da luz
Trazer-me a esperança de que os baixos neste momento
Serão vitórias no futuro e assim reluz
O meu espírito irrequieto pelo passar do tempo
Ser tão lento para mim às vezes...

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