Quinta-feira, 16 de Abril de 2009


Doce sentir este o de verdadeiramente amar

Quando os nossos sentidos se perdem timidamente em devaneios

Quando os nossos olhares não querem mais fugir

Para assim a alma em segurança entregar

Para assim as mãos dar sem anseios

Para assim deixar os teus doces lábios nos meus dormir


Ai Universo que em ti me perco

Apenas sei sentir contra a minha pele o teu rápido fluir

Apenas sei assim me deixar ir

E não lutar contra a tua misteriosa harmonia

Deixar-me ir e sentir-me vazia

Leva a minha essencia pois eu nao contesto

Que me leves para perto daquele que me fez novamente acreditar

Daquele que me fez novamente sentir o amar


Na gélida noite me encontro assim enlouquecida

Por pensamentos doces e eternos

Desejando o momento em que novamente estarei em ti perdida

Desejando cada segundo em que nossos lábios se perdem nos inebriantes momentos

Em que a tua mão pousa sobre a minha

Em que o teu olhar se perde no meu

Em que fazes assim do meu coração teu

Do qual a chave finalmente encontrou a sua fechadura e assim eu tinha

As mais doces lembranças do teu ser

As mais saudosas carícias de te fazer em mim então também perder


Chego cautelosamente de olhar sorridente

De cada vez que te vejo deleitar sobre mim os teus olhos tão ternos

Olhos que me fazem perder no tempo

Que no seu azul me fazem ver todo o mar

No qual navego uma e outra vez sem nunca me cansar

No qual cada onda é um unico e irrepetível momento

Em que me entrego totalmente, sempre tao belos...

Suspiro assim em tonturas de saudasidade e na minha mente

Sempre junto ao ti estarei

Qual tempestade enfrentarei

Amemos... assim livres de espírito

Como únicas são as nossas essências

Beijemos... assim inebriados e nisto

Entreguemo-nos nas experiências

Que tão calmamente passamos

Que tão encantados lembramos!


Mafalda Sanches

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