
Doce sentir este o de verdadeiramente amar
Quando os nossos sentidos se perdem timidamente em devaneios
Quando os nossos olhares não querem mais fugir
Para assim a alma em segurança entregar
Para assim as mãos dar sem anseios
Para assim deixar os teus doces lábios nos meus dormir
Ai Universo que em ti me perco
Apenas sei sentir contra a minha pele o teu rápido fluir
Apenas sei assim me deixar ir
E não lutar contra a tua misteriosa harmonia
Deixar-me ir e sentir-me vazia
Leva a minha essencia pois eu nao contesto
Que me leves para perto daquele que me fez novamente acreditar
Daquele que me fez novamente sentir o amar
Na gélida noite me encontro assim enlouquecida
Por pensamentos doces e eternos
Desejando o momento em que novamente estarei em ti perdida
Desejando cada segundo em que nossos lábios se perdem nos inebriantes momentos
Em que a tua mão pousa sobre a minha
Em que o teu olhar se perde no meu
Em que fazes assim do meu coração teu
Do qual a chave finalmente encontrou a sua fechadura e assim eu tinha
As mais doces lembranças do teu ser
As mais saudosas carícias de te fazer em mim então também perder
Chego cautelosamente de olhar sorridente
De cada vez que te vejo deleitar sobre mim os teus olhos tão ternos
Olhos que me fazem perder no tempo
Que no seu azul me fazem ver todo o mar
No qual navego uma e outra vez sem nunca me cansar
No qual cada onda é um unico e irrepetível momento
Em que me entrego totalmente, sempre tao belos...
Suspiro assim em tonturas de saudasidade e na minha mente
Sempre junto ao ti estarei
Qual tempestade enfrentarei
Amemos... assim livres de espírito
Como únicas são as nossas essências
Beijemos... assim inebriados e nisto
Entreguemo-nos nas experiências
Que tão calmamente passamos
Que tão encantados lembramos!
Mafalda Sanches

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