Segunda-feira, 9 de Março de 2009


Escrever...


Incessantemente escrevo, escrevo sem parar

Deixo as minhas mãos assim num teclado vaguearem no ar

Engraçado relembrar como evoluçoes tecnológicas tais

De tão recentes e diferentes que são

Fazem-me entrar em devaneios, os quais

Recaem como seriam os grandes poetas do passado

Em vez de pena e papel na mão

Vissem assim as suas palavras virtualmente reflectidas e essas tais

Soltas num mundo sem controle levadas assim e conquistado

Outras realidades virtuais, outras ambientes

Plantado outras sementes

Caio em mim novamente

Ai este minha tola mente

Continuo a escrever

Deixo as palavras surgirem uma a uma nesta branca tela

Levanto-me, inpiro profundamente deixo a inpiraçao em mim surgir

Encho um copo com um doce licor na esperança va de ela me vir

Olho pela janela, alta vai a lua, cheia respladescendo toda a sua beleza

Dera a mim solta vaguear agora neste momento próxima da Natureza

Mas tudo o que posso fazer agora é acender esta vela

Sentir o licor aquecer-me o espirito irrequieto

Sento-me novamente já com o sangue enebriado

Já com o espirito rebelde e selvagem às regras do mundo natural

Liberto a visão, solto as palavras, os pensamento e tal qual

Gazela fugitiva eles voam insanos, espirito embriagado

E assim me deixo ficar em imagens pedidas de alguém mal amado

Recordo-me das palavras dos poetas já não mais entre os vivos

Percebo agora com o decorrer da vida a dor ou felicidade

De cada frase feita e sentimento transmitido

Diferente para todos os que nelas se deixam conquistar

E apenas quem as escreve sabe a verdade e assim lidos

Por terceiros há espaço para o sonho da mocidade

Da criança dentro de nós e perdido

Está já o espirito há muito vangueando neste mar

Que é a vida em cada respirar

Que é este momento em que a loucura pode livre estar...


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