Após mais de duas semanas de ausencia do mundo virtual mas nao das palavras que a vida me trouxe a mente transpostas em apeis soltos posto-os agora assim...

"O Mar"
Mar, a sensaçao de paz de que me invades
É algo que nao sei como o fazes
Tu, que me trazes algo que nem o meu inconsciente explica
Seduzes-me com o teu sentir...
Apelas, gritas bem alto o meu nome... Deixo-me assim liberta ir
Vagueia o meu espirito em pensamentos e ouço-as assim perdida...
Quero que venhas!.. sussuram as nereidas na minha mente...
Vem minha criança regressa a nós, esquece aqueles que te magoam eternamente
Vem nas nossas ondas está a tua conquista...
Vem! Nós protegemos-te,
Nos nossos longos braços, acolhemos-te,
Em ti um amor sofrido trazes
Deixa-nos contigo chorar
Deixa-nos contigo a tristeza derramar
Vem! Nós acarinhamos-te, mostramos o que é amar
Vem minha fada escuta a nossa doce voz
Somos a Mãe, a Deusa, o teu ventre, o teu refugio
Em doces movimentos protectores te chamamos
Na dança das nossas ondas te invocamos
Vem a nós! Deixa-te levar no doce mermurio
Vem a nós! Assim...doce, escuta-nos! Vem! Abriga-te no nosso interior
Vem portadora da chama liberta finalmente a tua dor
Vem nós somos os teus eternos elementos
Companheiros nos maiores tormentos
Vem refugia-te nos nosso laços...
Deixo-me ir...caminho lentamente...largos paços
Sinto as frias ondas embaterem-me tentando a amargura carpir
Em cada nova onda que me beija os pes ternurosamente
Sorrio e uma nova lagrima cai
Dera a mim ser novamente pequenina nos braços do meu pai
Dera a mim nao saber o que é chorar copiosamente
Quando não sabemos explicar ao mundo na linguagem dos demais o quao diferentes
O quao aos olhos dos outros passa por inconsequentes
O que na verdade é uma forma de o mundo sentir
Uma forma de o ver, ás vezes tão longe das regras por esta sociedade impostas
E assim observo o mar
Caminho poreste mundo e deixo-me nas suas energias levar
E quando as pessoas estiverem dispostas
A Lua mostrará a sua completa face e nao irá fugir

"Surpresa"
Alma inesperada que se encontra
Em cada refugio escondido
No meio de um labirinto que é o subtendido
Não fujas de mim, leva-me na protecção dos teus braços
Acolhe-me suave, deleitada na tua ternura e assim em escassos
Momentos sorri feliz como uma criança que demonstra
Sem limite o seu mundo
Agora que sabes a força que tenho dentro de mim e contudo
Peço-te que não fujas agora lindo viajante inesperado
Não me abandones agora e deixa-te ser conquistado
Na dança do silencio em que as nossas almas se tocam
Em que o tempo esquece todas as regras e nos mostram
A paz, o calor ausencia total de dor e vejo por escassos momentos
Uma luz em teu redor de tranquilidade e penso: que tempos!
Em que dera a mim poder sem medo abraçar
Semelhante elemental encontrado neste mundo do acaso fugitivo
Em que nada é acaso... ai quero tanto acolher-te, guardar
Essa paz que te tiram e manipulam sem conta te dares ser perdido
Ou talvez dês, e esperes perceber melhor tudo o que te rodeia
Agora que sentes semelhantes como tu e retomas esse ser em ti
Agora que vês no meio da negridão aparente uma nereida
Sorri estou aqui
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